3.2.09

"Cucu =D"

Isto de ser aluno/estudante/aprendiz... ('whatevah') dá mesmo muito trabalho. Nunca pensei que o tempo custasse tanto a passar, como realmente custa.

Arranjar um poema para o trabalho de português (1), acabar os trabalhos de casa (2), estudar Filosofia (3), {estar de 5 em 5 minutos - constantemente - a olhar para o telemóvel (4)}... enfim, uma data de coisas que aparentemente nos parecem inúteis, mas que segundo os adultos «podem decidir o nosso futuro! bla bla bla». Tangas.

 

(1) Deu trabalho, acreditem (mesmo depois de já ter trabalhado um, a 'stôra "obrigou-me" a arranjar outro)! Depois de muito tempo de pesquisa, lá consegui encontrar um (pior era se amanhã chegasse à aula e a 'stôra me obrigasse a procurar outro). «Lágrimas Ocultas» de Florbela Espanca (deixo-vos aqui para poderem ter uma ideia do trabalho que vou ter).

 

Lágrimas Ocultas

 

«Se me ponho a cismar em outras eras
Em que ri e cantei, em que era querida,
Parece-me que foi noutras esferas,
Parece-me que foi numa outra vida ...

 

E a minha triste boca dolorida,
Que dantes tinha o rir das primaveras,
Esbate as linhas graves e severas
E cai num abandono de esquecida!

 

E fico, pensativa, olhando o vago ...
Toma a brandura plácida dum lago
O meu rosto de monja de marfim ...

 

E as lágrimas que choro, branca e calma,
Ninguém as vê brotar dentro da alma!
Ninguém as vê cair dentro de mim!»

 

 

Agora como o trabalhar e analisar é que vai ser  "doloroso". É um poema 'triste' e dá que pensar... mas como é que digo isso em linguagem 'estudante em ascensão - que deseja tirar boas notas'? Algo do género: "É um poema melancólico, amargo e um pouco desconsolado, que dá ao leitor uma aura 'sentimental', levando este a questões profundas do seu subconsciente" (até fiquei com dores de cabeça, apenas por construir uma frase, imaginem então o trabalho inteiro - vai ser muito desgastante, de facto). A ideia do poema, em si, agradou-me. É algo que todas as pessoas podem sentir e com que se identifiquem. Gostei.

 

(2) Sim! Isso também é realmente trabalhoso. Não é que sejam muitos, mas a inconveniência espectacular que a minha 'stôra de Inglês tem, para os mandar aos montes e todos de uma vez, digamos que me irrita... bastante!

 

(3) Tenho teste esta Sexta, e para ser sincera "o subconsciente humano" (= Filosofia) anda a dar-me imenso trabalho este período. Se é que eu entendi alguma coisa do que falámos desde o início do período (ano). Enfim, um sacrifício que terá de ser feito.

 

(4) Recuso-me a comentar esta. A minha 'obcessão' dá muito que falar. ;D (& a minha impaciência também)

 

 

Vou deixar-vos aqui duas músicas, que desde o início do dia não me largaram o 'subconsciente', e que (tal como o poema de Florbela Espanca) dão que pensar.

 

 

Paramore

«I Caught Myself»

 

 

"Down to you
You're pushing and pulling me down to
But I don't know what I
Now when I caught myself, I had to stop myself
I'm saying something that I should have never thought
Now when I caught myself, I had to stop myself
I'm saying something that I should have never thought of you

You're pushing and pulling me down too
But I don't know what I want
No I don't know what I want

You got it, you got it
Some kind of magic
Hypnotic, hypnotic
You're leaving me breathless
I hate this, I hate this
You're not the one I believe in
With God as my witness

Now when I caught myself, I had to stop myself
I'm saying something that I should have never thought
Now when I caught myself, I had to stop myself
I'm saying something that I should have never thought of you

You're pushing and pulling me down too
But I don't know what I want
No I don't know what I want

Don't know what I want
But I know it's not you
Keep pushing and pulling me down
But I know in my heart it's not you

Now when I caught myself, I had to stop myself
I'm saying something that I should have never thought
Now when I caught myself, I had to stop myself
I'm saying something that I should have never thought of you
I knew, I know in my heart it's not you
I never know what I want, I want, I want
Oh no, I should have never thought
"

 

 

 

 

Xutos & Pontapés

«Quem é Quem»

 

 

"Pé ante pé na noite fechada
Para deixar presa a hiena esfomeada
Dos olhos escapa um brilho cruel
Matar a fome é o seu papel

O comboio de chibos avança com o trigo
E trazendo armas prontas fixas no seu tejadilho

Uma cor de sangue o sol derrama
Enquanto Nasce
Enquanto Nasce o horror
Na terra Africana

Num fechar e olhos cercam a aldeia
Todos à caça na sua alcateia
As gentes fogem ainda estremunhadas
Rapidamente são apanhadas

Não há quem lhes escape
Não há quem resista
São os Senhores da Guerra
Essa raça maldita
Procuram prazer num jogo mortal
Ficamos sem saber
Quem é o homem, quem é o animal


Quem é quem
Nesta selva sangrenta
Quem é quem
Neste dia violento
Quem é quem
Deixando um rasto com um toque de dor
Quem é quem
Por aqui passaram os filhos do ditador

Uns sem pai de uma mãe esfomeada
A lei do mais forte é lhes sempre aplicada
As malas foram as suas primeiras letras
As facas do mato as suas canetas
Com elas escrevem uma história de terror
Com brasas, cobre e gritos de dor


Quem é quem
Pergunta a hiena
Fervendo o sangue
A correr nesta arena


Quem é quem
Nesta selva sangrenta
E a milícia de sangue sedenta
Quem é quem
Neste dia violento
Mulheres e crianças são o seu movimento
Quem é quem
Deixando um rasto com um toque de dor
Quem é quem
Por aqui passaram os filhos do ditador

Quem é quem
Quem é quem
"

 

 

 

Despeço-me, então.

Someone.

 

sinto-me: Atarefada.
♪♫ a ouvir: Paramore - I Caught Myself

'Lights will guide you home... and I will try, to fix you.'


I'm looking for...
 
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